Neste sábado, a Portuguesa-RJ começa a disputa do mata-mata da Série D do Brasileiro, contra o Aimoré, do Rio Grande do Sul, às 15h, no Luso-Brasileiro. Técnico da Rubro-Verde, Felipe Surian comentou, em entrevista exclusiva ao Blog do Luan Sanchez, sobre a classificação heroica da equipe, após terminar o primeiro turno sem vitórias e conseguir cinco triunfos, em sete jogos, no segundo.
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| Felipe Surian, treinador da Portuguesa-RJ (Foto: Nathan Diniz) |
Como foi a virada de chave no time, para desempenhar um excelente segundo turno, após o primeiro sem vitórias?
- Foi uma questão de tempo, para as vitórias virem. Na metade do primeiro turno, já estávamos jogando bem, mas os gols não estavam saindo. Quando veio a primeira vitória, os jogadores adquiriram mais confiança e deram sequência aos bons jogos.
Poderia fazer uma avaliação da fase grupos? Tirando a classificação, qual foi o ponto alto, e qual foi o ponto baixo?
- O grupo era muito forte, bem equilibrado. Até a última rodada, três equipes disputavam duas vagas. O ponto alto foi terminar a primeira fase bem, conseguindo vitórias. O ponto baixo foi o início, quando não conseguimos implementar algumas situações, que nos trouxeram resultados adversos.
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Surian, em 2020, na primeira passagem pela agremiação da Ilha (Foto: Thiago Ribeiro) |
Em 2020, a Lusa, também com Surian, somou mais pontos que este ano (23 a 21), mas não conseguiu a vaga, em quinto lugar. Naquela ocasião, a Zebra chegou à última rodada precisando ganhar do Toledo, e o Cascavel não podia superar a Cabofriense, fora de casa, o que aconteceu. O clube paranaense ficou um ponto acima da Rubro-Verde e avançou. Perguntado se tirou esta experiência como exemplo, o técnico respondeu:
- Com certeza! Inclusive, usei o exemplo de 2020 com o atual, já que dependíamos de outro resultado naquela ocasião. Este ano, a conversa foi para mantermos o foco e a concentração no último jogo, para não dependermos de outros adversários. Se não fizéssemos nosso dever de casa, estaríamos fora.
Seus trabalhos são marcados por times que tomam poucos gols, inclusive quando perdem. A Portuguesa tem mantido um padrão, há alguns anos, de propor o jogo, independentemente do treinador. O quanto esse estilo já definido ajuda na implementação das suas ideias?
- Facilita bastante. Alguns jogadores são remanescentes de outros anos, e os que chegam já adquirem essa metodologia. Uma equipe que impõe ritmo, busca a vitória e não perde o foco.
O que esperar do confronto com o Aimoré?
- Confronto dificílimo. Sabemos que as equipes do Sul são bem aguerridas, bem fortes. Cabe a nós superar essa adversidade, fazer valer o nosso mando de campo e tentar fazer um bom resultado em casa.
A primeira partida será em casa. Isso traz alguma vantagem? Ou por ser uma fase nova, cada jogo é um jogo?
- Eu pauto pelo bom jogo. Independentemente de fazer o primeiro ou o segundo em casa. Eu digo pros jogadores que são quatro tempos de 45 minutos. O foco, a concentração, a dinâmica e a intensidade têm que ser os mesmos do começo ao fim.
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Pela Portuguesa-RJ, o técnico foi eleito o melhor do Carioca de 2021 (Foto: Instagram oficial de Felipe Surian) |
Você tem o histórico de boas campanhas na Série D. Venceu em 2011 e 2016 (Tupi e Volta Redonda, respectivamente), subiu em 2013 (Tupi), além de ter avançado este ano. Existe alguma “fórmula” para disputar a competição?
- Foram anos excepcionais. Fórmula não tem. É o trabalho do dia a dia, a dedicação, mostrar pros atletas que a Série D é diferente do estadual. Enfrentamos equipes de estados diferentes, com características diferentes, além da logística. Esta é a experiência que eu tenho e passo pra eles.
Você é de Juiz de Fora, mas faz sucesso no Rio de Janeiro. Foi campeão com o Volta Redonda, eleito o melhor treinador do Carioca com a Lusa, em 2021... Em algum momento, chegou a te surpreender o quanto você conseguiu no futebol fluminense?
- Sou de Juiz de Fora e consegui bons trabalhos em Minas, principalmente no Tupi, com acessos e títulos. No futebol do Rio de Janeiro, graças a Deus, tenho sido muito feliz também. Em 2016, num ano histórico com o Volta Redonda e, agora, com a Portuguesa, fazendo história também. Que possamos, com o elenco, com a comissão técnica e com a torcida, levar o clube ao acesso.