terça-feira, 11 de dezembro de 2018

Há 30 anos, Nacional-URU derrotava o PSV-HOL de Romário, nos pênaltis, e conquistava o Mundial de Clubes

O futebol uruguaio é respeitado em todo o mundo, seja por seus títulos, jogadores e grandes feitos, ao longo dos anos. No entanto, a última glória fora da América do Sul, de um clube do Uruguai,  completa 30 anos, nesta terça-feira: o título mundial do Nacional, contra o PSV, da Holanda.

Em um jogo truncado, sul-americanos e europeus empataram em 2x2, no Estádio Olímpico de Tóquio, no Japão. A taça foi decidida nos pênaltis, com vitória uruguaia por 7x6.

Nacional foi o campeão do mundo, em 1988 (Foto: El País)

Triunfantes na Libertadores e na Copa dos Campeões, respectivamente, Nacional e PSV punham frente a frente, coincidentemente, dois países que eram os atuais campeões de seus continentes. O Uruguai era o atual detentor do título da Copa América, realizada em 1987, e a Holanda havia levantado o troféu da Eurocopa em junho de 1988.

Recém-chegado do Vasco e em grande fase naquele ano, quando foi artilheiro do torneio de futebol, na Olimpíada de Seul, na Coreia do Sul, Romário era um dos grandes nomes do PSV. O atacante empatou a partida para os holandeses, aos 32 minutos da segunda etapa, no tempo regulamentar, após Ostolaza ter aberto o marcador para o Nacional, aos sete minutos de jogo.

Romário, do PSV, e De León, do Nacional
(Foto: Masahide Tomikoshi/TOMIKOSHI PHOTOGRAPHY)

Na prorrogação, Ronald Koeman, outro nome que já fazia sucesso e teria brilhante carreira pela frente, colocou o time europeu na frente, aos cinco do segundo tempo. Porém, faltando um minuto para o fim, Ostolaza marcou novamente e deixou tudo igual. 

Nos pênaltis, 20 cobranças, e o goleiro do Nacional, Jorge Seré, foi o grande destaque, ao agarrar quatro penalidades. Kieft, Lerby, Gerets e Van Aerle pararam no arqueiro. Já Koeman, Gilhaus, Romário, Ellerman, Valckx e Koot marcaram para o PSV.

Jorge Seré agarrou quatro pênaltis (Foto: Site oficial do Nacional)

Do lado uruguaio, Lemos, Castro, Hugo De León, De Lima, Reveléz, Ostolaza e Gómez acertaram. Carreño parou em Van Breukelen, enquanto Morán mandou para fora, e Saldaña chutou no travessão.

Com o título, o Nacional é um dos quatro clubes que disputaram o Mundial três vezes e tiveram 100% de aproveitamento. Os outros são Bayern de Munique-ALE, Internazionale-ITA e São Paulo. 

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