No futebol, muitas vezes, o que prevalece é o resultado. Porém, os caminhos percorridos e os trabalhos feitos também são motivo de orgulho. Este ano, Caio Couto, técnico da Portuguesa-RJ, foi vice-campeão da Taça Rio com o Audax, quase subiu à Série C do Brasileiro com a Lusa e está na final da Copa Rio, contra o Olaria.
As duas partidas contra o Azulão, nos dia 11 e 14, já garantiram o retorno da Zebra à Quarta Divisão nacional, na próxima temporada. Em entrevista exclusiva ao Blog do Luan, o treinador exaltou as trajetórias dele e da Rubro-Verde, em 2023.
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| Caio Couto, técnico da Portuguesa (Foto: Divulgação/AAP) |
Mesmo que os títulos não venham, o balanço de 2023 do Caio Couto é positivo?
- Certamente o balanço é positivo. Conseguir chegar em três situações de decisão, por clubes diferentes, numa única temporada, para mim é motivo de orgulho. Entendo que praticar um futebol vistoso e alegre pode fazer a equipe ser competitiva. Além de trazer satisfação aos atletas, torcedores e, claro, à mídia em geral.
E o da Portuguesa? Quais lições podem ser tiradas dos acertos e onde dá pra melhorar?
- Sempre existe espaço para melhoria. Implementamos um modelo de jogo que foi bem recebido por jogadores, diretoria e a torcida da Lusa. Pensando no futuro, precisamos qualificar cada vez mais nossos treinamentos, criar outras possibilidades de jogo para nossos atletas, visando a melhoria diária. Não podemos esquecer de fortalecer mentalmente nossos jogadores. O jogo é elaborado na mente e executado pelos pés.
A perda do acesso para o Caxias foi bem doída. Como foi essa virada de chave pra Copa Rio?
- Extremamente doída. Fizemos bons jogos contra o Caxias e fomos eliminados por dois pênaltis marcados pelo VAR. A virada primeiro veio do compromisso enquanto profissionais. Entregamos o melhor para a Portuguesa. Precisávamos dar à Lusa a possibilidade de um calendário cheio no ano do centenário. Fora isso, buscamos forjar um caráter de vencedores em nossos atletas. Sempre trabalhar muito e acreditar que somos capazes de progredir em nossas carreiras.
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| Treinador chega à terceira decisão no ano (Foto: Nathan Diniz/AAP) |
Algumas peças importantes saíram logo após a Série D e, mais recentemente, o Marcelo Toscano também saiu. Isso impacta de certa forma, ou você blinda e já prepara o elenco para esse tipo de situação?
- Internamente, sempre salientamos a força do nosso elenco. Perdemos peças importantes, é verdade, mas a certeza da força do elenco não nos fez potencializar as saídas. Exaltamos quem está à disposição para ajudar a Portuguesa no momento.
Na Série D, o fator casa foi crucial para a Lusa, e na Copa Rio não está sendo diferente. Como você avalia a importância da torcida nesses momentos decisivos?
- A torcida lusitana foi fantástica nesta temporada. Incentivo jamais faltou. Temos que agradecer aos torcedores.
O que esperar dos jogos contra o Olaria?
- Esperamos jogos difíceis. O Olaria fez grandes competições em 2023. Por pouco não teve o acesso. A campanha na Copa Rio os credenciou a chegar nesta final. Nos cabe estudar bastante o adversário, para buscarmos a melhor estratégia.


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