segunda-feira, 9 de outubro de 2023

Técnico do Olaria, Wendel Costa fala sobre o trabalho no clube, finalista da Copa Rio

Irretocável. Este é o desempenho de Wendel Costa à frente do Olaria. Efetivado no dia 29 de agosto, o técnico está invicto e levou o Azulão à final da Copa Rio, contra a Portuguesa. As duas equipes se enfrentam nos dias 11 e 14, na Rua Bariri e no Estádio Luso-Brasileiro, respectivamente.

A vaga na decisão recolocou o Olaria em um campeonato nacional (Série D ou Copa do Brasil), após 21 anos. Com quatro vitórias e dois empates, Wendel falou sobre o trabalho no clube, em entrevista exclusiva ao Blog do Luan.

Wendel Costa, técnico do Olaria (Foto: Fernanda Almas/OAC)

Você assumiu no fim de agosto, está invicto e já vai disputar um título. Imaginava esse pouco mais de um mês tão intenso?

- Quando eu recebo o convite da nossa comissão de gestão, trato como uma grande oportunidade na minha carreira profissional. E quando avalio o grupo de atletas, junto com a minha comissão, é claro que imaginamos chegar não só à final da competição, como também enxergamos a grande possibilidade de conquistar o título, por se tratar de um grupo qualificado e comprometido com o trabalho.

No dia 19 de agosto, Wendel era o auxiliar de Palinha, na final da Série A2 do Carioca, perdida para o Sampaio Corrêa. A derrota impediu o acesso olariense à Primeira Divisão. Ele relatou como foi a virada de chave para a Copa Rio.

- Eu apenas dou sequência num trabalho que eu já acompanhava como auxiliar. O que eu faço de diferente nesse processo, junto com minha comissão, é mudar o formato de competitividade da equipe. Um modelo de jogo mais agressivo, quando diz respeito a comportamento defensivo, tático e ofensivo.

Você pegou um time que já vinha de um trabalho de três anos do Palinha. Isso facilitou na implementação do seu estilo de jogo?

- Todo o planejamento de trabalho, montado pela gestão que administra o futebol do clube, vem de uma sequência de três anos. Quando falamos sobre a continuidade de atletas nesse processo, são poucos que permaneceram. Durante esses três anos, aconteceram algumas mudanças no elenco. O que eu vejo, como muito positivo, é o modelo de comando imposto pela gestão: sempre com muito respeito, o que acaba facilitando o desenvolvimento do trabalho dentro de campo.

Comissão técnica do Olaria comemora a ida à final da Copa Rio
(Foto: Vinicius Gentil/OAC)

Mesmo que o título não venha, dá pra dizer que o balanço do 2023 do Olaria foi positivo? Quais lições podem ser tiradas dos acertos e onde dá pra melhorar?

- Eu vou sempre tratar todo balanço como positivo, até porque os números apontam pra isso. Claro que sempre vamos tirar lições de algo que nos afastou do resultado que consideramos ideal. Todas são solucionadas através de muito trabalho.

Após incidentes na semifinal da Série A2, o Olaria corria o risco de não poder atuar na Rua Bariri. Porém, o Azulão foi punido com a perda de um mando de campo, já cumprida. O treinador destacou a importância de poder jogar nos próprios domínios.

- Graças a Deus, o clube conseguiu solucionar esse problema, nos dando a condição de jogar no nosso estádio, junto da nossa torcida. Com certeza, é um fator que faz grande diferença.

O que esperar dos duelos contra a Portuguesa?

- Nós esperamos duas grandes partidas, por serem equipes que gostam de propor o jogo a todo momento. Que possamos conquistar esse título, para este grande clube centenário, que tanto merece.

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